16 - Deus precisa que você seja você

Deus precisa que você seja você

Uma das minhas primeiras tarefas, quando comecei com Norvel Hayes Ministérios, era apanhar os oradores convidados no aeroporto e levá-los para seus quartos de hotel. Eu ainda era um estudante do  Colegio Biblico, por isso foi uma grande experiência para mim conhecer e passar um tempo privado com tantos homens e mulheres maravilhosos de Deus. Foi uma honra ter essa posição, e  o irmão Norvel gostava  da maneira  como me portava naquela época.

Na Colégio  Bíblico tinhamos  um convidado a cada duas semanas, de modo que tive oportunidade de conhecer muitos, muitos ministros durante os meus anos de Norvel Hayes. Tivemos pregadores viajantes de todo o mundo para ministrar no Colégio  e cada um deles era  único e diferente em sua própria maneira.

Descobri que a maioria deles eram apenas pessoas normais, que estavam  sendo usados ​​por Deus. Pode parecer engraçado, mas encontrando muitas pessoas, que estavam sendo usados ​​por Deus em suas próprias maneiras, me ajudou a descobrir quem eu sou . Em minha mente natural,  acreditava que  tinha que ser  de uma certa maneira para agradar a Deus, para que Ele me usa-se. O problema era que  não acreditava que era digno para ser usado por Deus, e assim  tentava ser outra pessoa.

Em toda a minha caminhada cristã,  tinha sido ensinado que a minha recompensa no Céu era diretamente ligada  a quantas almas eu, pessoalmente, levasse ao Senhor. Acreditava que a única recompensa para mim no céu, fosse  de quantas pessoas eu  levava comigo. Portanto, você pode imaginar o que eu fiz,  buscando ganhar almas para Jesus: dei o máximo de mim!  O único problema era que eu não gostava do tradicional  ministério de porta em porta, ou ir as ruas, para distribuir folhetos evangélicos.

Tentei de todas as  formas criativas,  ganhar almas, e meu objetivo principal era agradar a Deus, de modo que poderia ter recompensas no céu.

Nas minhas investidas evangelísticas,  me aproximei do grupo  “Anjos do Inferno” ( clube de motoqueiros),  parei  pessoas na rua   para pregar, interrompi piqueniques em família, e muitas outras coisas, tentando  levar as pessoas a fazerem uma oração para aceitar Jesus, como seu Salvador.

Ocupando o cargo de  pastor de jovens,  levava-os para bater nas portas da frente das casas das pessoas, tentando iniciar conversas sobre Jesus, e confesso, que em todo este tempo, eu me ressentia de ter que estar lá.  A cada batida nas portas residenciais de pessoas desconhecidas,  atrás de mim havia uma fila longa de jovens "em formação", se escondendo, e em meu coração havia uma oração silenciosa,  para que ninguém estivesse  em casa.

Usei uma banda cristã do meu grupo de jovens, para atrair as pessoas através da música, e fazíamos alguns teatros dramáticos  nas ruas, tudo em busca de pregar o evangelho.

Até  mesmo começamos a nossa própria equipe de “Poder da Juventude”,  com crianças magras  do ensino médio, quebrando tijolos com as mãos e cabeças, que  rasgavam  listas de telefone, quebravam bastões de beisebol, e assopravam garrafas de água quente até que explodissem,  e tudo era feito numa tentativa de reunir uma multidão e, em seguida, no momento certo, antes que pudessem correr , iríamos pregar arduamente o evangelho, buscando levá-las ao Senhor.

Uma vez, eu mesmo persegui estudantes universitários no caminho para a aula da  Universidade Penn State. Não posso enumerar todas as minhas tentativas para levar alguém a falar a oração de salvação do pecador.

Todas estas coisas que citei e muitas outras que fiz, foi porque acreditava que era meu dever como um bom cristão, e  também porque  era a única maneira que havia para poder receber recompensas no céu.

Creio  que muitas coisas boas aconteceram, em todas as minhas tentativas para  levar as pessoas a Cristo, mas o problema era que eu não gostava de fazer nada disso, pois não percebia que haviam mais possibilidades de ganhar almas para Jesus,  do que simplesmente  levá-las a fazerem uma oração.

A mudança do meu entendimento  aconteceu,  quando eu estava orando em línguas,  em uma manhã,  andando para trás e para frente e de repente eu percebi que estava errado. Mesmo que ninguém mais estivesse lá,  começei  a falar em voz alta: "Isso não é justo!"  Repeti isso, várias e várias vezes.

Percebi pela primeira vez, que se a minha recompensa no céu estava diretamente ligada ao número de quantas  pessoas eu pessoalmente tivesse levado a aceitar a Jesus, através da oração de salvação, então, isto não seria justo.

Deus  teria que me dar o chamado de evangelista, com o dom de milagres e  teria que colocar-me na maior cidade do mundo, com 20 milhões de habitantes para serem salvos ou invés de me  colocar numa cidade de 10 mil habitantes, nas montanhas do Tennessee, porque não seria justo!

Por favor, olhem atentamente o que está escrito  em  1 Coríntios 3: 4-9: "Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro; Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus, sois vós."

Eu estava livre para ser simplesmente quem eu era. Descobri  que há muitas maneiras de ganharmos almas para o Senhor. Eu não era realmente bom em parar pessoas na rua e falar com elas sobre a salvação, mas se alguém  me colocasse em um escritório com dez pessoas,  ao longo do tempo, cada uma delas estaria servindo a Deus.

Assim, não importa se temos a função de plantar ou regar a semente na vida das pessoas, o importante é sermos quem somos. Algumas pessoas são ótimas em plantarem a semente da palavra no coração de uma outra pessoa e então, Deus irá enviar uma outra pessoa para regar  a semente, até que finalmente Ele enviauma pessoa para colher a semente e levar essa  pessoa para o Senhor.

Cada pessoa que contribuiu receberá a sua recompensa de acordo com as suas obras. O trabalho do evangelista não é maior do que o trabalho da pessoa que trabalha no escritório.

        Quero incentivá-lo a encontrar o seu lugar no Corpo de Cristo e a ter confiança que quando você está em obediência à vontade de Deus , você receberá grandes recompensas.

        O céu é um lugar onde os evangelistas, pastores, apóstolos, empresários, trabalhadores de escritório, mecânicos, donas de casa, secretárias, avós que intercedem, e todo mundo que fez o seu melhor, para estar na vontade de Deus, estarão.

        E lado a lado ficaremos, para  recebermos de Deus, igualmente, as nossas recompensas. Creio  que esta é a maneira como a família de Deus  deverá proceder.

       Seu amigo,

ASSINATURA ALAN

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