98- Aproximando-se do Pai sem medo

Aproximando-se do Pai sem Medo

 

       "O que Deus pensa de mim?" Esta é uma pergunta que eu me fiz várias vezes ao longo da minha vida. Tenho certeza de que todos nós refletimos sobre isso. Geralmente, para mim surge como um autoexame do quão bom eu tenho me comportado, de como eu tenho sido. Quando eu era mais jovem no Senhor, sempre me senti desconectado de Deus; Eu começava todos os meus dias, me sentindo distante e indigno Dele. Minhas inseguranças distorceram o meu desejo por aprovação e amor,  e isso me empurrou para uma busca constante para me sentir  aceitável diante de Deus.

       Nesse caminho de procura, acabei aceitando uma resposta que veio de uma doutrina errada e comecei a ficar cheio de  ocupações, buscando servi-LO,  como oferta sutil, para poder ser aceito. Quanto mais ativo na "obra" eu fosse,  mais seguro eu me sentia para me aproximar de Deus. Mesmo assim, nos meus momentos de maior trabalho, eu ainda  me sentia insuficiente.

       Para que eu andasse em Sua presença, eu acreditava que primeiro deveria listar todas as minhas coisas boas, como razões para que Ele não se decepcionasse comigo. Eu falaria  todas as minhas boas obras e sacrifícios para obter a Sua aprovação. Eu sempre fui tão tímido em Sua presença, mesmo a escritura nos dizendo o oposto, como lemos em Hebreus 10:19: Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,”.      Naquela época, eu havia ouvido muito ensinamento sobre o pacto que temos com Deus, e isso deveria ser a base do meu relacionamento com meu Pai Celestial.

       A palavra “Pacto” na verdade significa “corte de sangue”, onde duas partes se juntam em um contrato onde tudo o que um tiver também pertencerá ao outro.  Assim: Se você fosse para a guerra, eu iria para a guerra com você e os seus inimigos seriam os meus inimigos. Nós estaríamos unidos por este acordo, desde que os estatutos do pacto fossem cumpridos.      Eu ganharia todos os  benefícios que você tivesse, mas se houvesse qualquer falha em manter um dos lados do contrato, então o contrato estaria quebrado. Essas alianças começavam com o derramamento de sangue; alguns homens cortariam a palma de suas mãos e apertariam as mãos para selar um compromisso entre si.

       Eu fui ensinado que nós temos uma aliança com Deus, e é isso que me dá  direito a tudo o que Ele é. Minha base de fé foi construída sobre a minha capacidade de manter o meu acordo até o final.

        Eu nunca questionei a parte de Deus, mas eu tinha muitas preocupações sobre a minha parte do acordo, tinha medo de  falhar com Ele. Eu nunca conseguia estar em paz com o meu Pai Celestial por causa dessa preocupação constante de ficar aquém.

       Podemos ver a aliança de Deus com diferentes homens em todo o Antigo Testamento e embora Deus nunca tenha falhado, o homem falhou muitas vezes, a cada vez.

       Com Abraão, o Senhor mandou que ele derramasse o sangue e a vida de cinco animais para selar a Sua aliança. (Gênesis 15)

       A oferta de Noé também incluiu o sangue e a vida dos animais para significar o seu pacto com o Senhor. (Gênesis 8:12)

       Com Moisés podemos ler sobre ele selar o seu pacto com Deus em Êxodo 24: 5-8:  E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao SENHOR holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras".

       Poderíamos continuar com o rei Davi, Saul, Adão, Israel e muitos outros exemplos de Deus andando em aliança com os homens. Sempre com o princípio de que é uma aliança inquebrável, desde que ambos os lados permaneçam fiéis a ela, mas em todos os casos, vemos como o homem falhou e Deus não !

       Quando eu era mais jovem, dentro de mim, eu sabia que não seria capaz de me manter fiel.  E ficava pensando em como eu faria diante de sentimentos tão instáveis? Como eu poderia, sendo tão imperfeito, me apresentar com confiança diante de um Deus tão perfeito e majestoso? Eu poderia pedir perdão e ser lavado pelo Seu amor, mas ainda assim, isso era apenas temporário até que eu tivesse um pensamento ou uma emoção maligna,  e falhasse novamente.    Agradeço a Deus por Jesus ter tornado possível que o Seu Pai se tornasse meu Pai.

        Deus é inteligente e observador;  Ele sabia que não podia confiar no homem, para permanecer em perfeição para sempre, continuamente. Assim, Ele encontrou uma maneira de estabelecer uma aliança que nunca poderia ser quebrada.

       Minha vida mudou e fui libertado das minhas inseguranças, quando compreendi as seguintes escrituras:  Gálatas 3: 10-12, que diz: Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá. ".  Nesta escritura, o apóstolo Paulo está deixando claro que o único caminho para Deus é a fé e qualquer tentativa de estabelecer um relacionamento com Ele através da manutenção das leis da antiga aliança são inúteis. Em seguida, nos versículos 13-15, Paulo fala de como Jesus se tornou nosso cordeiro, nosso sacrifício por meio do Seu sangue e da Sua vida, para que agora pudéssemos ter um relacionamento com Deus baseado na fé em Cristo e não em nossa capacidade de cumprir a lei levítica.

       "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido. Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa"..

       Nos versículos 16-17, lemos: "Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.  E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa".

       Vemos que  ele escreve belamente como Jesus é a semente para a qual as promessas foram feitas e é através Dele que nós também podemos herdar essas mesmas promessas. Ele não diz: " às sementes", como de muitos, mas como " à sua semente", que é Cristo.

       A lei, que foi quatrocentos e trinta anos depois, não pode anular a aliança que foi confirmada antes, por Deus, em Cristo. Se a herança fosse da lei, não seria mais da promessa, pois Deus deu à Abraão, pela promessa.

       Finalmente, o apóstolo discute o tópico da mediação, e nele descreve como Jesus é único, singular.  Ele descreve como Jesus é agora o mediador entre nós e o Pai Celestial. E o mais incrível, esse mediador é também Deus! Um incrível milagre, ambos são Um!

       Gálatas 3: 20, nos diz que o mediador não é somente para um, mas Deus é UM.  Vimos que as promessas de Deus ainda estão assentadas em um fundamento de aliança onde ambos os lados tem que manter a sua parte do compromisso ou a aliança é anulada. No entanto, agora, porque Jesus veio para cumprir a lei e se tornou o cordeiro de Deus como nosso sacrifício de sangue, a aliança não é entre Deus e eu, é entre Deus e Deus; é entre Jesus o Filho e o Pai Celestial, ambos que são Um!

       Ele nunca será quebrado novamente e será resolvido de uma vez por todas, para sempre, por toda a eternidade. Meu relacionamento com meu Pai Celestial começou neste fundamento familiar, foi através de Jesus que eu obtive acesso a Deus, não por meio de uma aliança, pois agora, eu nasci em Sua família.     Começo cada dia com essa segurança; com a segurança de que existe um relacionamento onde eu sei que  sou amado pelo meu Pai Celeste. Agora faço parte da Família de Deus!

       O desejo de buscar a santidade e a minha devoção a Deus vem desse amor e por causa desse amor eu estou mais envolvido nas coisas do reino de Deus do que sempre estive, quando a minha motivação era o medo.

        Jesus tem uma aliança com o Pai Celestial, e você e eu temos um relacionamento de família,  por causa de Jesus. Jesus tornou possível que o Seu Pai se tornasse nosso Pai, por isso , agora,  podemos correr corajosamente para a Sua sala, a Sala  do trono,  sem medo.

       Seu amigo,

                                                                           Alan Taylor

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